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sábado, 6 de agosto de 2011

Férias e novidades

Cabelos domados, férias turbulentas.
Oi, gentem! Nossa férias foram turbulentas. Primeiro, eu gostaria de saber se 10 dias podem ser consideradas férias? Depois, quem inventou "ficar doente nas férias" é um xarope. Só corremos e ficamos doentes. Fomos a um evento bem bom, mas foi super correria, ainda to cansada. Não deu tempo pra passear, só médico e chuva. Não consegui achar uma escola pra Alana, não sei se ela vai voltar pra escola dela, ela ainda tá doente. Boa notícia é que voltei pra faculdade, má notícia é que os horários não estão batendo e nao tenho com quem deixar Alana qdo sai da escola. Estamos vendo as possibilidades, mas tá difícil. Mas, então, dessa vez vai ou racha, tenho que terminar o curso ou deixá-lo pra lá. Confesso que minha paixão diminuiu e que estou fazendo pra poder voltar a trabalhar e bancar minha filha "cara". Atualmente recebo ajuda da minha família em Sampa, mas vc sabia que foram feitos estudos e chegaram a conclusão que uma criança especial no Brasil "custa" em torno de 3 mil reais para os pais? Eu sei que tem gente que gasta mais, mas é pq tem, né? E esses três mil são só pra educação e coisas relacionadas com a deficiência intelectual da criança. Ainda tem o custo que qq criança tem. Todos gastamos com comida, roupa, médico e lazer. Então pretendo suprir isso com um salário um pouco melhor que o diploma deveria me proporcionar. Veja bem, não há garantias, é só prevenção, pra não ficar eternamente nas costas dos outros, que tb tem vida pra tocar, né? Mas como disse, paixão diminui, mas o amor não acabou. Arquitetura é uma coisa que encanta e envolve e eu já to nesse amor há tanto tempo. Está sendo bom voltar (até a loucura das entregas começar...)Então, tenho blogado pouco por falta de tempo, mas sempre pensando  "que saudade do blog, das amigas, de tudo". Tenho curtido a filhota o mais que posso. Alana está numa fase muito carinhosa. E, por três dias, não fez o xixi noturno na fralda. Será que o tão desejado desfralde chegou? Para crianças especias alguns atrasos físicos são comuns, algumas infelizmente não desfraldam nunca. Mas acho que não será o nosso caso. Alana está lendo cada dia melhor e é mais divertido fazer dever de casa com ela. Minha paciência voltou, com o sono regulado. Larguei o Rivotril (antiansiolítico) e iniciei um relaxante muscular Miosan, com supervisão médica. A adaptação foi horrível, com dores de cabeça e sono o dia todo, mas agora já fiquei bem e voltei a ser mais ativa e com pouca dor. É a felicidade retornando pra esse corpinho castigado! Estou mais paciente, mais ativa, mais esperta, menos aflita, cheia de planos. Até agora a dieta foi forte por 3 semanas e dei uma matada geral depois. Tenho que voltar forte. Sem coca por 3 semanas, sem açúcar, evitando fritura e sem pão francês. Perdi 2 quilos, é lento eu sei, mas as calças já voltaram a entrar e isso é incentivo pra qq um. Vou postando as novidades, ok? Já visitei todos os blogs e seguimos na luta. Milhões de beijos!!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por essa eu não esperava

Minha fofa inocente!
Esse não é um post feliz. To passada, com muita raiva. Sexta feira fui buscar Alana pq tem aula de musica e a perua volta antes, sempre o pai busca e me pediu já que eu tava na rua. Fui cheia de sacolas e enquanto esperava via a auxiliar e comentei algo que me afligia. Já tinha alguns dias que Alana reclamava de algumas agressões de colegas. Achei meio normal, são crianças pequenas e algumas são mais agressivas. Alana não é agressiva. Já vi ela tomar sopapo de um menino de 2 aninhos e chorar sem parar. Nunca a vi agredir ninguem, só tem que tomar cuidado com crianças menores pq elas caem facilmente e tb os abraços que podem doer um pouco. Enfim eu falei pra auxiliar sobre as reclamações da Alana e ela me confirmou que a menina que Alana mais mencionava era mesmo agressiva, a ponto de os pais serem chamados na escola pra conversar. Ela me sugeriu falar com a prof titular pra dar mais força a minha reclamação. Vocês não tem idéia do que ela me disse.
" Alana FANTASIA, OU SEJA INVENTA, as agressões para chamar a atenção."
Eu fiquei catatonica, eu não consegui acreditar que todas as agressões e reclamações da Alana eram encaradas como invenção. Nós trabalhando a autoestima e confiança da menina feito loucos e vem uma pessoa supostamente no papel de educadora desacreditando a minha filha quando ela mais precisa de apoio!!!!!!!!
A única coisa que eu consegui dizer foi: "Isso é impossível. Alana não tem essa capacidade de inventar coisas ainda, principalmente pq ela não precisa da atenção dos adultos. Ela só pode repetir o que aconteceu, se não tivesse sido agredida não inventaria." Eu queria bater nela, bater muito e dizer que ela estava inventando aquele olho roxo pra chamar a atenção. Eu deveria ter feito algo, só não sei o que. Ela ficou repetindo a mesma frase (ela inventa) até eu parar de falar e eu parei. Fiquei horas sem falar nada. Chorei horrores. Não quero que ela volte pra escola. Ela adora a escola. Não quero que ela volte pra esta escola. Não tenho segurança de que será cuidada. Lembro-me de uma vez, qdo ela estava internada e o alarme dela tocava toda hora. Ninguem sabia pq, o oxímetro tocava o tempo todo. Trocamos de aparelho e continuava. Comecei a perceber que as atendentes só olhavam de longe, e nem se prestavam a ir até o berço ver se estava tudo bem. Fiquei apavorada, mas não sem ação. As UTIs neo não tem lugar pra sentar. As incubadoras são altas e os pais ficam em pé. Eu ficava em pé o dia todo. Tinha hora do descanso dos pais numa sala ao lado, com sofas e poltronas. Como ninguem me ouvia e ninguem fazia nada a respeito do oximetro e nada a respeito do desconforto dela eu agi. Eu pensava "se está alarmando algo está errado, tem que ter alguem aqui o tempo todo, temos que fazer mais exames". Uma médica chegou a dizer que ela queria chamar a atenção (um bebê de 4 meses, com 1,50kg!!!!!). Fui até a sala dos pais e arrastei um sofá até o meio da UTI diante dos olhos arregalados das medicas, mães e atendentes. Encaixei o sofa na frente da incubadora, deitei e peguei um livro ra ler. Fiquei no meio da uti, deitada num sofá. As pessoas tinham que desviar de mim pra entrar ou sair de lá. As mães que tinham coragem perguntavam o que eu estava fazendo e eu dizia: Estamos com poucos profissionais e minha filha precisa de alguem que cuide exclusivamente dela, pq ninguem sabe o que ela tem. Naquela noite eu fui pra casa e apareci as 3 da manhã sem avisar. Disse que estava insegura pq não sabia se alguem ia cuidar da minha filha direito. Quase matei a enfermeira de susto pq nao era comum os pais ficarem de madrugada. Ganhei o nome de A louca da UTI. Logo ela foi levada pra mais exames, e ganhou um quarto só pra ela. Estavam tentando isolar a louca pra que não houvesse uma revolução de mães que queriam mais atenção para seus filhos. As vezes ficava uma guria pra cuidar de 8 bebes!!!!! No final descobriram uma pneumonia (!!!!!!) e ela teve que ser entubada de novo. Isso levou a novos exames e um diagnóstico, o que resultou num tratamento e finalmente a alta. Então valeu a pena dar uma de louca. Mas e agora? Dou um de louca e faço o que? Tiro ela da escola? Com certeza! Reclamo pra quem sobre o assédio? Pro Papa? Frustrante, frustrante....Me sinto uma completa incompetente em não seguir meus instintos iniciais. Nunca gostei da profi, sempre a achei arbitrária, desatualizada, preconceituosa. Mas achava que ela gostava da Alana, agora nem sei, acho que suporta. Alana é um doce, mas tem uma mãe bem azeda. Achei que eu deveria dar uma chance e arrisquei colocando ela lá. Achei que era bom, mas não foi. Ela aprendeu um monte, evoluiu, mas agora acho que não é mais o lugar pra ela.Vamos procurar outro e vamos achar, se Deus quiser.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sem carro, sem bike e sem taxi.

Minha pequena biker.
É incrível como fica dificil arrumar um taxi em dia de chuva em Porto Alegre!!! Nunca frequentei uma cidade onde taxi fosse tão popular e nos dias de chuva nenhum gaúcho quer andar, quem não tem carro vai de taxi. Daí vem o único problema que vejo em não ter carro. Em outro post declarei minha vontade enorme de ser verde. Sempre trabalhei no meio de arquitetos, paisagistas e urbanistas e nesse povo ferve a veia verde. E pessoa verde que se preze minimiza a sua contribuição de monoxido de carbono na atmosfera, joga a chave do carro fora e compra uma bike. E a coisa ficou feia aqui em casa, carro dançou, não comprei a bike ainda, vamos como Geraldo Vandré, caminhando e cantando. Desde então tenho tentado ver o lado bom: não pago seguro, não vou ser roubada se estacionar na rua, não vou ter que pagar estacionamento, não vou ser assaltada quando voltar para o carro de noite, não preciso ficar sem beber quando sair (sou super caxias), vou ter que caminhar e quem sabe emagreço (sempre no sobrepeso), enfim, muitas vantagens. Daí que Porto Alegre faz muito frio, daí que eu moro na região mais fria de Porto Alegre, daí que tem a fibro que dói com o frio, daí que tenho filha pequena que até caminha mas não dá pra abusar, daí que chove e TODOS os taxis desaparecem. Eu disse todos porque são todos mesmo. Como alguem pode ser verde na chuva? A vontade de ter uma carro volta. Com pouca força. Ainda me vejo de bike no meio, ou melhor, no lado do transito, dando minhas pedaladas, com corpinho sarado, toda trabalhada na saúde, capacete e óculos tipo Lance Armstrong. E os veículos midiáticos emplacam notícias seguidas de ciclistas atropelados no transito. E as prefeituras com interesse mínimo ou nenhum em construir ciclovias. E a vontade de ter uma bike diminui. Mas ainda quero. Estou lendo uns blogs sobre ciclismo e seus benefícios. Sei que carro é útil, mas queria muito precisar pouco dele. Quando enfim consegui o táxi a vontade de ter um carro foi embora de novo. Até a próxima chuva.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Inclusão.

Lê, escreve e passa aspirador. Super prendada!!!
Então. Quando começo com então é porque o assunto é quente. Inclusão escolar. De novo. Fui chamada na escola da Alana para uma reunião. Como eu previa as notícias não eram boas. A escola está preocupada com o ingresso da Alana no primeiro ano, no ano que vem. Ela está lá desde o ano passado e fez muitos progressos. Mas ainda tem muita dificuldade na rotina de escola. Não faz todos os temas, precisa de ajuda pra fazer alguns trabalhinhos, se estressa e sai andando quando o assunto não é do interesse dela. A professora acha que ela nao vai acompanhar a primeira série, ficar sentada, fazer o que se pede sem ter alguem do lado. É certo, ela precisa de alguem dizendo FAÇA. Ela nao tem foco. Melhorou muito, mas ainda não está madura o suficiente. Isso foi o que me disseram. Pedi o curriculo adapatado. Por meio da neuro solicitamos o tal curriculo adaptado. Na escola explicaram que o pedido vai ser analisado porque em cada caso a adaptação é diferente(óbvio!!!). No caso dos alunos que tem TDAH o currículo adapatado é mais tempo. No caso da Alana nao sabemos. O que eles acham é que ela vai precisar de um auxiliar só pra ela durante o período da aula. Na mesma escola tinha uma guria com Sindrome de Down. Precisou tb de um auxiliar. A escola arrumou e mandou a conta para o pai. Lógico que nao rolou, pagar escola, auxiliar e todos os custos de uma criança especial só sendo filho do Eike Batista. Gasto horrores com os cuidados com Alana, se tiver que pagar um auxiliar tenho que vender um rim...a cada 6 meses... e eu só tenho dois rins! Enfim, não me propuseram isso, mas não me contariam o caso da guria se não fosse com a intenção de me preparar. A professora sugeriu claramente que eu procurasse uma escola especial. A neuro me deu alguns nomes de escola que tivesse curriculo diferenciado. Na verdade ela me deu nomes de escolas especiais pq as com curriculo diferenciado deveriam ser regulares com inclusão. Liguei, marquei entrevista e fui. Em dez minutos de conversa a diretora me disse: "Essa menina não é pra nossa escola. Nossos alunos tem deficiencias muito graves." Ela tinha razão, alguns alunos nem falam, são crianças com doenças e sindromes muito invasivas, com alto comprometimento cognitivo (uau! to falando que nem elas). Ela ficou encantada com a Alana. Pq? Deve ser por que ela tem 6 anos, lê e escreve e desenha. Disse que estava avançada pra uma escola regular!! Agora, tenho um problema. Achar uma escola pública inclusiva ou uma particular inclusiva que não custe mais que a minha faculdade! Gentem, é muito caro mesmo. E tem tudo o que acompanha a entrada na escola, material, uniforme, condução. Afffffi... Ainda recebi a dica de que as escolas inclusivas na minha cidade estavam todas localizadas nas zonas mais pobres e com alto indíce de criminalidade. Não sei porque, mas é assim. Ficaram de me passar os nomes, vamos ver. Ainda recebi uns nomes de escolas com olhar diferenciado, as que seriam ideias pra ela. Seriam escolas particulares com inclusão como parte do programa. Comecei a ligar e os preços deram medo. E aí, que faremos? Estudar ela vai, de qq jeito, é um direito dela. Mas quero que ela fique onde será valorizada e não encarada como fardo. stou decepcionada, mas não em pânico. Olhando o começo disso, qdo procurei escola pra ela na primeira vez, até que to calminha. Gostaria que pudesse estudar em casa, colocaria numa escola infantil e cuidaria da educação dela até que pudesse entrar numa escola regular. No Brasil não pode. Tem que ir pra escola. Minha filha não é genio, não é avançadíssima. É esperta e aprende rápido. Mas se entedia com facilidade e acho que esse tem sido o caso na escola. Eu vejo os temas, ela não acompanha, mas acho que não tem muita vontade, ou tem dificuldade em algumas áreas mesmo. Precisamos de interesse. Parece que o interesse das escolas é se livrar do problema. Só mais uma coisa, parece que é lei, mas fui avisada que a escola tem a obrigação de arrumar o tal auxiliar nesses casos. Mas será que vale a pena lutar pra ficar num lugar onde não te querem, ou acham que você se encaixaria melhor em outro lugar?

terça-feira, 7 de junho de 2011

Eita frio!

Fazendo um tricozinho básico pra combinar com o frio!
Na verdade os efeitos do frio estão bem piores que o frio em si. Hoje amanheceu chovendo e ficamos de molho de novo. Fico toda dura no frio, mas procuro fazer coisas que me aqueçam pra nao piorar a rigidez. Alana melhorou um pouco. Digo pouco porque ainda não parou de tossir, nebulizar, usar bomba e tá encatarrada. A sorte é que dessa vez não teve febre, mas mesmo assim tomou antibiótico. E eu orelhuda comprei um antibiótico genérico, achando que era a mesma coisa. Não funcionou e só atrasou o tratamento. Quando a gente fica no vermelho por muito tempo, começa a pensar em soluções pra economizar, e eu que nunca comprei remédio generico pra Alana caí na conversa da farmácia e achei que tava fazendo um negocião. Levei uma leve chamada da pneumo, que é tão querida e educada que nunca dá bronca, só chama a atenção. Dra. Simone Fagondes está com a gente desde que Alana tinha 3 meses e ela se lembra do dia que nos conheceu!!! Ela foi a pessoa que solucionou o problema da Alana qdo estava internada e só piorava, e ninguem sabia o que ela tinha. Qdo descobriram o que era chamaram a Dra. Simone, que desde então está com a gente entra frio, primavera e viroses de verão. Confio muito nela, e sempre que penso em voltar pra São Paulo penso que vamos perdê-la e isso pesa! A essa altura eu nao queria mais consultar pneumo, mas acho que no caso da Alana vamos ter que nos acostumar. Enfim, hoje tinha consulta e tive que desmarcar pq acho que se ela pegar esse frio que tá lá fora vai ficar pior, então vou arriscar continuar cuidando dela em casa, como estávamos fazendo, sob orientação médica, lógico. Nós fomos na Dra. Simone, ela a examinou e deu o tratamento. Queria voltar pq ainda tem bastante catarro. Mas vamos continuar o tratamento, se piorar corremos no  pronto atendimento.Eu quis falar bastante sobre nossa gripe porque percebi que algumas pessoas se surpreendem quando dizemos que ainda estamos de molho. É chato, mas é assim mesmo gentem. Teve um ano que ela ficou dois meses sem sair de casa! Ela é frágil e eu sou mole, porque pego todas as gripes dela, minha imunidade é super baixa e morro de medo disso. Só que não sei como melhorar isso, aceito sugestões. Enfim, de molho, brincando bastante, comendo muito (outro post) e tentando dormir, pq só dá pra dormir qudo ela dorme e quem disse qe ela dorme? Sugestões de brincadeiras dentro de casa? Só mandar. A gente brinca, grava e manda pra vc se divertir assistindo. bj

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Com pouco

Estamos de molho de novo, ainda tomando antibiótico e tossindo horrores resolvi que nao iríamos sair hoje, mesmo tendo uma reunião (outra!) na escola, dessa vez com a psicóloga do grupo gestor da escola. Sobre a outra reunião farei outro post, porque era mesmo o que eu pensava: nenhuma notícia boa. Mas não quero falar disso agora. Desmarquei a tal reunião porque  não ia sair com a minha pequena tossindo os tufos nesse frio de Porto Alegre. Ficamos em casa.
"O que você quer fazer?"
 "Jogar futebol com a Vitória e com a mãe."
Eu afastei os móveis e jogamos bastante, até a cachorra ficou cansada. A casa está de cabeça pra baixo, mas queria que ela se distraísse.
"Fique no sofá descansando, vou fazer seu almoço."
 Ela não comeu direito e isso sempre me deixa nervosa, tá sem apetite. Tava abatida e eu tentando animá-la. 
"O que você quer que a mãe faça pra você?"
"Um desenho da Angelina Ballerina."
Fui procurar no google e fiz o desenho. Bem podre porque não queria apagar, queria fazer e pronto. Os erros ficaram e o desenho ficou todo torto. Ela amou. Pintou e recortou e começou a brincar com a "nova boneca".
Eu achei o máximo, ela adaptou o desenho e se divertiu. Logo pediu mais.
"Agora eu quero a Poly Mouselling, a Vicky, o AZ, a Miss Mimi..."
Alana e Poly Mouselling
Fui fazendo todos os benditos ratos do desenho, ela pintou e recortou, que é uma dificuldade grande pra ela, tanto pintar como recortar. Os desenhos pintadinhos que as crianças dão para os pais colocarem na geladeira, no nosso caso, são rabiscos pintados de rabiscos. Eu os amo mas sei que são rabiscos. A única coisa que ela desenha super bem são ratos, muitos ratos. 
Ela está brincando agora com as novas bonecas, está se divertindo em casa e eu estou numas de fabricar ratos de papel em massa. Bora desenhar mais ratos. Criança se contenta com tão pouco. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Só um alô

Olá pessoas que nos visitam! Só estou passando pra dar uma satisfação, tá? Ficamos um tempão sem internet e logo em seguida emplacamos três gripes: gripe da Alana, gripe minha e gripe da Alana de novo. Só correndo atrás de médicos e tentando dar conta do básico. Eu sou muito fraca pra doença, não consigo fazer nada, nada e tô cheia de compromissos não cumpridos pq não melhoro nunca. Vou ao médico hoje, até agora só Alana foi, e embora eu quisesse sarar a moda antiga, acho que tenho que ir pq nao vejo melhora e nao posso ficar gripada for ever!!! Logo voltaremos com todas as novidades que temos pra contar,ok? Todas são ótimas e quero contar tudo pra vocês. Mil beijos e saudades do todos os leitores!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Perdas e ganhos

Preciso postar mais, tem tanta coisa pra falar e tão pouco tempo. Por exemplo, ganhamos um presente. O primeiro presente de uma mamãe blogueira. A Chris do ://inventandocomamamae.blogspot.com/ nos mandou um livro sobre perdas. Alana simplesmente não liga qdo perde as coisas ou quando elas quebram. Eu sofro, acho que pq sempre tive pouco. Não é um lamento ou uma reclamação, é só uma constatação. Dou mais valor as minhas coisas do que ela. Sou apegada, fico triste quando empresto algo e não me devolvem. Preciso melhorar muito isso, desapegar e, acreditem, estou treinando. Enfim, ficamos super felizes com o presente e achei que depois de ler a história a Alana ia entender que deve cuidar melhor das coisas dela. Ledo engano. A temática era outra, era sobre dar importância ao que realmente importa, perdas que não podemos repor e não coisas materiais. Acho que o livro fez mais efeito em mim do que nela. Ela adorou, achou que o menininho do livro era a cara de um amigo dela que mudou de escola. E desde então o livro se tornou o livro do Vitor. Só não coloco a foto do guri pq nao tenho permissão dos pais, mas parece muito com a ilustração do livro. O livro é lindo, comovente e ensina mesmo sobre as perdas reais e difíceis, ela achou divertido e eu fiquei pensativa. Que valores ensinar? Por que é tão difícil dar exemplo? Por que sou tão apegada as coisas? Meu marido disse que ia fazer uma limpa nos brinquedos da Alana e eu quase chorei: não faz isso!! Daí que ele achou realmente necessário fazer isso, mas não fez ainda. Estou tentando tomar a frente e fazer a faxina eu mesma, mas o tempo não ajuda. Desapego tem que ser a palavra de ordem, vou conseguir. Quero muito agradecer a Chris pelo carinho, as amigas da blogsfera tem preenchido um vazio na minha vida, porque longe das amigas fico muito solitária nessa cidade. Descobri depois de velha que é difícil fazer amizades. Talvez eu deva ser mais acessível, vamos rever conceitos gerais essa semana. Reflexão, semana da reflexão. É claro que fiz amizades aqui, mas não podemos conviver muito por causa da correria da vida. Já lá em sampa os amigos estão na casa ao lado, no máximo na cidade ao lado, à distancia de uma ligação e sempre tem babá pra cuidar da Alana. Aqui já é mais complicado, tudo mais complicado, mas não há de ser nada O outro livro que aparece na foto é da Moranguinho. Nós fomos ao medico levar exames e a neuro disse que ela está ótima. Ficamos tão felizes que fomos dar uma volta no shopping, coisa que não fazíamos há tempos. Lá ela pode comer no restaurante, conforme ela mesma havia pedido e escolher um livro. O da coleção Moranguinho foi a escolhida e o livro era bem legal. Fala sobre pedir ajuda quando precisamos. Mais uma vez mexeu mais comigo do que com ela. Ela só se diverte por enquanto, acho que aprende algo, mas não sei o quanto.Os dois livros foram bem úteis pra mim e um dia serão pra ela tb. Por que as crianças parecem tão melhor resolvidas do que os adultos ( no caso eu)? Quando será que a autoestima deles começa a ficar abalada? Será na escola, na adolescencia? Será o ambiente que determina as mudanças ou os hormônios? Eu estou tomando um remédio necessário pra um tratamento hormonal. Hormônio não é fácil, me faz ficar megera total. E mudo de assunto super rápido. Estou bucólica e o Osama está morto. E até agora a frase mais interessante que ouvi sobre isso foi do Berlusconi (pois é!): "Não devemos comemorar o assassinato de um ser humano, mas o mundo sente um certo alívio..." Não sei porque o alívio, mas parece que os americanos estão aos pulos...Não acho certo rir da morte dos outros, mas um fulano no twitter quase me fez rachar de rir qdo twitou: "Ex-sama". Adoro trocadilhos. É o fim, pelo menos pro Osama. 

A pessoa super concentrada na leitura...


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eu, na visão da Alana.


Minha pequena observadora!
Eu to sempre postando sobre desenhos animados (por que será?). Tem um muito engraçadinho que Alana gosta bastante chamado Octonautas. São animaizinhos que efetuam resgates no fundo do mar, resgates de outros animais em perigo, óbvio. São fofos e no final do resgate eles fazem um Relatório de Espécie, falando sobre o animal resgatado em forma de música, acho que o objetivo é fazer a criança se lembrar do animal resgatado e suas características. Aqui em casa a gente pára tudo pra cantar e ontem estavam Alana e o pai dela fazendo vários relatórios de especies, entre elas a Vitória e eu. "Vamos fazer, um relatório de mamãe!". Na mente da Alana a espécie mamãe é assim: "Ela gosta de fazer comida, ela gosta de cuidar da roupa, ela gosta de cuidar da Vitória, ela gosta de computador pequeno (notebook). Ela é a mãe, é a mãe!"
 Essa sou eu!!!!! Minha filha me resume como uma dona de casa que usa o computador!!!! Eu achei muito legal, mas me fez pensar na maneira como ela me vê. Ela não conhece minhas paixões, ou eu não tenho dado muita atenção a elas. Mas mesmo assim achei fofo, pelo menos ela vê que eu me dedico a casa, e a cachorra...Segue o desenho para apreciação (pena que só achei em espanhol). O relatorio de especies em espanhol ficou informe de criatura. Alana fazia a voz principal e o pai fazia a voz dos bichinhos! Muito cute cute. bjs

sábado, 2 de abril de 2011

Dia A: Dia Mundial de Conscientização do Autismo.



                                                     Hoje é o dia A: Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Eu acho bom ter um dia, é lógico que um dia é pouco e acomoda as pessoas que ficam ligadas ao dia e esquecem o resto dos dias, afinal o autista é autista todo dia, né? Mas o bom de ter um dia é que as pessoas começam a entender do que se trata. Nem sempre a mídia é honesta ou abrange as inúmeras possibilidades dos portadores de autismo infantil. É uma doença que cresce a cada ano e em crianças é mais comum que câncer, Aids e diabetes. Quando soubemos do diagnóstico da Alana (sindrome de Asperger) eu comecei a achar mais fácil dizer simplesmente que ela é autista, já que o Asperger faz parte do que se chama Espectro Autista. Achei que assim as pessoas saberiam imediatamente sobre o que eu estava falando, mesmo que sem muitos detalhes e fiquei surpresa ao descobrir que a maioria das pessoas não fazia nem idéia do que era. Pra mim todo mundo assistiu Rain Man e o filme na sessão da tarde do guri que roda os pratos. Então comecei a me informar mais ainda pra deixar mais simples aos interessados. Já ouvi declarações de solidariedade, pena e ganancia (vamos pra Las Vegas, contar cartas!). É claro que a última era piadinha e confesso que por vezes foi a única maneira de continuar lutando: rir e fazer planos de ficar rico. Como diria o mestre filósofo Bozo: sempre rir! E rimos, choramos, nos informamos, procuramos ajuda, profissionais, família, tive muito apoio, muito beijo, muito abraço, muito consolo e muito elogio tb pela luta, pela criança que Alana é, pela postura de correr atrás e não-autocomiseração, enfim Deus esteve conosco todo o tempo, nos guiando, nos ajudando, nos consolando e nos mostrando como temos sorte. Não de ter uma filha com uma doença, mas por ter uma filha especial em todos os sentidos. Inteligente, carinhosa, esperta, linda, engraçada, malandra, amiga, querida, ajudadora, enfim, tudo o que a gente quer num filho, lógico dentro das limitações de qualquer criança que nos testa, apronta, aprende, desafia, faz manha, birra e todo o resto. Pacote completo! Mas se em algum momento a gente pensou em relaxar em qualquer sentido no cuidado, atenção e estimulação dela, o autismo nos deixou super alertas e com certeza aproveitamos muito mais cada pedacinho do desenvolvimento dela, sempre com novos desafios e conquistas. Tudo ficou mais intenso e  curtimos muito cada dia. Vale lembrar que embora alguns indivíduos autistas apresentem uma inteligencia muito acima do normal a maioria apresenta níveis de inteligencia normais ou um pouco acima do normal. Os muito inteligentes e os de inteligencia abaixo do normal são a minoria. Alana tem se mostrado fazer parte da maioria, ou seja, contar cartas em Las Vegas está fora dos planos.  Outro lembrete é que nem sempre sabemos qual é a origem do autismo, que nem sempre é genético. Temos notícias de gatilhos ambientais, fatores genéticos e estudos ligados a prematuridade extrema, que provavelmente é o caso da Alana que nasceu com 26 semanas pesando 830gramas. Hoje ela tem 5 anos, pesa 23 quilos, já sabe ler, adora cantar e representar, tem uma cachorra, está aprendendo a andar de bicicleta, monta quebra-cabeças, é fera no computador, beija muito, faz orações agradecendo a comida e pedindo táxi em dia de chuva e por aí vai.

Abaixo segue a definição, um vídeo maravilhoso (vale a pena, sempre choro) e o lembrete do dia.
Ah, pra quem quiser participar use a cor do dia: azul e dê uma olhada na nternet nos pontos turisticos mais visuais da sua cidade, provavelmente vão estar "azuis" também.


Autismo

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.[1]

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos.[2]

Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e sociabilização freqüentemente causam dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral em sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes de seus filhos terminarem a escola. Caso conheça outros pais de adultos com autismo, pergunte sobre os serviços disponíveis.

O autismo afeta, em média, uma em cada 110 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo o CDC (sigla em inglês para Centro de Controle e Prevenção de Doenças), do governo daquele país, com números de 2006, divulgados em dezembro de 2009.[3] -- no Brasil, porém, ainda não há estatísticas a respeito do TEA[4]. Em 2010, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 2 de abril, a ONU declarou que, segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.[5][6] O aumento dos números de prevalência de autismo levanta uma discussão importante sobre haver ou não uma epidemia da síndrome no planeta, ainda em discussão pela comunidade científica.[7]

Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.

Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente presente, mas como dito acima nem todos são assim. Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.

A ciência, pela primeira vez falou em cura do autismo em novembro de 2010, com a descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que baseou-se na Síndrome de Rett (um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética)[8], foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto e foi publicado na revista científica Cell.[9][10]

E seguimos cheios de esperança e fé, pq como diria minha irmã: Só por Deus!

Voltando, (posso relaxar?) hoje eu ia ter a minha primeira participação na blogagem coletiva de esmaltes, mas o dia A ganhou prioridade e eu queria ter participado mais. Enquanto isso fica a singela lembrança nesse humilde blog que só existe pela inspiração de amigos queridos, pelo assunto que não canso de falar, Alaníssima e pela bondade de leitores e seguidores que estão sempre me incentivando a postar e ver que nao estou sozinha nesse desafio insano de criar filhos. Vou postar a foto do esmalte abaixo que é o Jeans da Colorama, que eu ADORO.Bjs


fazendo uma massagem cardíaca no Homer
(que Alana ama e foi a primeira palavra que minha filha disse! que horror...)

Quem quiser ver a blogagem coletiva de esmalte passa no blog da Fernanda Reali, http://fernandareali.blogspot.com/2011/04/esmalte-colorama-jeans.html
Quem conhece sabe que é um blog imperdível e quem não conhece te garanto que vai adorar.bjs.

segunda-feira, 28 de março de 2011

larguei as drogas.

O Brasil é o maior consumidor de Rivotril no mundo.
Não sou mais estatística.
Desde os 15 anos eu venho sendo medicada por algum tipo de tranquilizante, calmante ou ansiolítico. Desde o diagnóstico de fibromialgia eu uso algum tipo de antidepressivo. Qdo estive em sampa dessa ultima vez meu remedio acabou e nao pude comprá-lo. Fiquei lá mais tempo que o previsto e perdi minha consulta para a renovação da receita. Tive dias terríveis. Não dormi e fiquei extremamente cansada. Muita gente me cobrou que eu nao os visitei e eu posso dizer com toda sinceridade que estava muito cansada e dolorida pra passear. Fiquei quase todo o tempo em casa. Minha filha estava aproveitando os primos, estavamos sem grana então ficar em casa não foi tão ruim, pq eu tinha que descansar. Acordava as 11 e mesmo assim me arrastava o dia todo. Não fiz umas coisas que minha mae pediu e fiquei até chateada por isso, mas eu simplesmente não conseguia. Bem, fiquei tres semanas sem remedio e chegando aqui logo marquei consulta. Como era pra 15 dias eu pedi (como das outras vezes) que minha medica me adiantasse uma receita. Sou paciente dela há anos e ela já tinha feito isso antes, aliás foi ela quem abriu essa possibilidade. Qual não foi a minha surpresa qdo ela me negou a receita  e disse que só me receitaria de novo qdo eu fizesse uns exames. Eu fiquei muito brava!! Mas conversando com meu marido (meu calmante natural) eu acabei me lembrando que devia ter feito uns exames há 1 ANO! Simplesmente era fim de semestre na faculdade e eu tive um problema ginecológico que me fez perder aula, trabalho e prova. Na correria eu me esqueci do exame. Era tb uma época em quea escola me pressionou (veja aqui) pra arrumar uns profissionais pra Alana, essa história me gerou o maior stress e tudo se juntou. Eu já tinha feito o exame algumas vezes e ele dava uma alteração no fígado, mas depois de procurar um especialista ele me disse que não era nada mas, por via da duvidas eu deveria esperar e repetir o exame. Era isso que a médica queria e eu entendo a preocupação dela agora. Mas a mesma médica tinha me dito que o remedio nao me faria mal ao figado, pq qdo estava me adaptando a ele eu fiquei péssima. Pedi pra trocar e ela me disse que aquela era a melhor opção. Num momento fora de mim eu me calei e continuei tomando. Desde sei lá quando eu tenho dores de cabeça, dores de estomago, sono, lentidão mental, gosto de cabo de guarda chuva na boca, vista turva e acreditem, achei que estava mesmo tomando a melhor opção. Esse maldito remedio se chama RIVOTRIL. A dose era minima mas eu nao dormia sem ele. E as dores da fibro, depois de um peridodo de melhora, nunca sumiram, só aumentavam e depois da vacina da gripe pioraram (gente, isso vai dar outro post, do tipo terror geral). Então eu simplesmente resolvi abandonar as drogas. Depois das semanas horriveis sem dormir voltei a dormir, sono leve, mas durmo. Agora qdo acordo estou mesmo acordada, estou mais rápida de raciocinio, voltei a ler e a sentir o gosto real dos alimentos. Ainda tenho dores, umas piores,outras mais leves, tenho masi disposição, estou procurando outro medico e vou fazer o bendito exame. Mas nao quero mais tomar aquela coisa. Ainda fiquei em panico pq me diziam, inclusive a médica, que eu nao podia largar de uma vez o remedio. Mas como foi ela quem me negou a receita achei que nao ia morrer, ela nao seria tão irresponsável. Apesar de achar que ela não atende mais as minhas necessidades medicas e que meu tratamento não tinha progresso há tempos, nao acho que ela seja má intencionada ou irresponsavel. Só acho que devo procurar alguem mais interessado na minha melhora e não só na minha piora. Enfim, corpinho sem drugs, meio baqueada, mas me sinto meio liberta, pronta pra melhorar e progredir, procurando uma melhora na qualidade de vida que reflita em todos os apsectos, principalmente na maternidade. Estou fazendo planos (super pretensiosos) de ir com Alana no passeio ciclistico da escola esse ano. Ela já tem a bicicleta e está aprendendo rápido. Pra mim falta a bicicleta e a saúde, andar de bike eu já aprendi, então é meio caminho andado. Pode deixar, tiraremos fotos.


Em tempo: Eu deixei de mencionar que ainda sou viciada em coca cola, então assim que largar desse vício tb eu posto de novo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobre sapatos, maquiagem, cabelos e espumante sem alcool.EDITADO



Quem quiser assinar vai aqui http://www.grupocria.com.br/
Embora o título desse post sugira falar sobre coisas boas esse não é exatamente um post feliz. Eu tenho que falar uma coisa: porque nossas crianças, principalmente as meninas são bombardeadas com ofertas de sapatos de salto, maquiagem e escovas progressivas? Tá, eu sei a resposta: dinheiro e gente sem escrúpulos.
Fico doente quando alguem tenta pintar os olhos da minha princesa com aquelas sombras de 1,99. Não é a toa que temos sucessivos casos de conjuntivite e infecçoes nos olhos. Não deixo, cara, não deixo e pronto. E sempre que alguem quer dar um sapato de presente pra Alana eu deixo bem claro que salto, não.
Eu nao tenho nada contra a família Cruise, mas acho um desserviço cada vez que a Suri é fotografada de salto. Muitas meninas querem copiar e é um assunto de saúde! As meninas nas idade dela são prejudicadas fisicamente com os saltos e, mesmo que não seja a intenção das mães, pula etapas no desenvolvimento, erotizando a criança (não to exagerando, salto é fetiche de muito marmanjo) e atraindo a atenção de muito louco tarado. Gente, tem pedófilo em todo canto, até na familia, na escola, infelizmente. Não quero ver minha menina de 5 anos pintada feito uma mulher e andando torto por causa de salto. E as industrias de calçados deveriam ser multadas por fabricarem sapatos perigosos pras nossas crianças, que podem até cair e se machucar severamente por correrem de salto. Sim , porque elas não vão parar de correr por causa do salto, embora não se vistam como ainda serão crianças.
Sobre as malditas benditas progressivas: quem conhece a Alana sabe o que é um black power. Eu tenho muita dificuldade de penteá-la e ela não quer cortar o cabelo. Como minha mãe sempre cortou o meu e eu odiava deixei para minha filha a opção de ter ou não cabelo. Eu vejo as outras meninas crespas com cabelos cheios de creme. Alana nao pode ficar com a cabeça molhada de creme porque se resfria. Os cremes infantis nunca são pra ficar na cabeça, a não ser os leave-in, mas são bem suaves. Usamos, mas o efeito é diferente de um creme de adulto. Então deixo o black bem natural e isso quer dizer crespo. Porque as pessoas odeiam crespo? Tem sempre alguém me indicando um creme que nunca é química, mas alisa, uma escova progressiva light ou manda fazer trancinha coladinha no couro cabeludo. Creme (de adulto) = ingredientes que na sua maioria contem hormônios de origem animal ou químicas para mudar a estrutura do cabelo "abrindo o cacho". Progressiva = formol = veneno. Trancinha = de vez em quando porque dói pra caramba. É tanta gente dando palpite e eu sei que muitas são bem intencionadas, já que eu não consigo pentear o cabelo dela todo dia por causa da minha condição fibromiálgica. Eu nunca pedi conselhos sobre o cabelo da Alana, eu gostaria de cuidar melhor dele, mas nunca pedi a ninguém que me ajudasse a "domar os cachos". Porque não os aceitam? Eu os amo, amo cada cachinho minusculo e quando está solto e fofo. Já ouvi falar de uma camiseta de uma moça negra com cabelo curto e crespo natural, que dizia: DEIXEM O MEU CABELO EM  PAZ.  Eu também sou vítima da boa vontade coletiva em prol dos cabelos alheios, tem sempre alguém querendo me arrumar. Quando a gente encontra alguém gordo ninguém vai logo passando uma dieta ou uma série de exercícios. Sinto muito, mas acho o cabelo da minha filha lindo e não vou alisá-lo. Ela vai ter que decidir isso quando crescer e como ela ama os cabelos hoje, quem sabe ela não adere o look natural definitivamente. Aindo vou achar um documentário que o Chris Rock (do Everybody hates Chris) fez quando a filha dele perguntou: Pai, porque meu cabelo é ruim? Ele fez um senhora pesquisa sobre a origem desse costume de achar cabelo crespo ruim e liso é bom. Se perguntar pra Alana se o cabelo dela é ruim ela te corrige na hora: Meu cabelo é muito bom e muuuuuuito bonito. Auto estima intacta aos 5 anos, vamos lutar pra preservá-la.
E a outra coisa que me deixou louca da vida foi no ano novo. Eu estava no mercado quando dei de cara com espumante sem álcool com embalagem das princesas. Eu imaginei crianças brindando em taças de plástico, brincando de beber. Acho tão nocivo quanto os cigarrinhos de chocolate! Criança é curiosa e gosta de imitar. Não acho que devamos incentivá-las a nos imitar nos nossos hábitos menos saudáveis ou até nocivos. Conheço pessoas que deram golinhos de vinho pra seus filhos pequenos matarem a curiosidade, dizendo que era melhor conhecer por eles que pelas pessoas de fora, amigos, etc. Vi as mesmas pessoas tendo que buscar seus respectivos pimpolhos nas festas, podres de bebados aos 15, 16, 17 e 18 anos. Eu bebia aos 15 e garanto que pra cair de bêbado nessa idade tem que beber muito ou coisas muito fortes. Não tenho orgulho disso, mas tive pouca vigilância, pais trabalhando, eu trabalhando, o que me conferia uma certa liberdade (mal usada). Hoje meu fígado chora e minha saúde reclama o que eu disperdicei cedo na vida. Não achem que estou exagerando, só dando meu ponto de vista (revoltadíssimo) sobre a falta de bom senso geral, que tem no comercio de produtos infantis de gosto duvidoso um dos seus maiores aliados. E era isso.

Em tempo: só pra avisar que nao sou contra mães que permitem vez ou outra que suas meninas curiosas eventualmente brinquem de se maquiar e usar as roupas da mamãe. Sou contra a imposição da mídia (com aceitação de seus pais) da obrigação a meninas com pele de pessego de se maquiarem a cada vez que vão pra rua, pra escola ou qq outro lugar (destruindo suas peles lindas que nunca serão mais saudáveis que nessa idade). E tb não sou contra escovas progressivas e similares para pessoas que preferem seu cabelo liso (direito total, pessoal e instranferível) desde que sejam cabeças  ADULTAS, preparadas para lidar com venenos e afins e as consequencias de seu uso em prol de uma aparencia de acordo com sua vontade.  Acho que agora era isso.
Editado em 20/03/2011.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Novo layout

Alana está de layout novo. Eu não consigo  guardar nenhum dos dentes dela porque, no melhor estilo Semana de 22 - antropofagia revisada, ela come os dentes, simplesmente os engole antes mesmo de saber qual caiu. Ela só lamenta: essa não, meu dente mole caiu. E sempre caem uns dois dias antes do que eu imagino. É legal ver o o sorriso reeditado de tempos em tempos, mas nao consigo tirar muitas fotos, ela se liga e dificulta o trabalho foto/jornalístico. Enfim, mais um sorriso pra deleite materno...tá uma moça, gente!!!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Os selinhos atrasados e as preocupações.

Sem preocupações
As aulas já começaram e Alana nao foi pra aula ainda. Pegou um resfriado e ficou toda catarrenta. Deixei pra depois do carnaval. Daí teve um dia. Levei a Alana e a Vitória pra uma das 520 pracinhas do condomínio, uma gde sem cerca pra Vitoria poder entrar. A cachorra ama ir lá, mas nao é sempre que vou com as duas. É dificil controlar. O dia estava bonito e lá fomos. Chegando lá tinha 3 meninas da idade da Alana. Pensei que tinha tido sorte. Assim que o medo inicial da Vitoria passou elas começaram a se revezar em duas bicicletas. a Alana fez o que sempre faz, chegou perto e se apresentou. Assim que ela começou a falar uma das meninas começou a rir do jeito dela falar (bem rapido e com dificuldade na fala, troca letras, etc.) Estou acostumada com os erros e nos lugares onde frequentamos todos a conhecem e a aceitam bem. Mas o riso de uma das meninas desencadeou o riso das outrs. Tudo o que ela falava era motivo de riso. E como ela tem bicicleta nao se preocupou em querer a bicicleta das outras. Ficou feliz em correr atras das meninas. Eu já estava ficando nervosa, mas achei que elas deviam se entender.  Então depois de um tempo eu achei que estavam se divertindo entre risos e gritinhos, mas uma delas falou bem séria que elas não queriam mais que a Alana corresse atras delas, nao queriam mais brincar com ela. Alana disse: Está bom. Elas se afastaram e a Alana começou a brincar sozinha. Eu fiquei muito triste, achei que elas foram cruéis, mas eu sei que crianças são assim. Eu moro num condominio cheio de gente que se acha. E a falta de educação impera nos tratos com os vizinhos. Claro que as crianças refletem a educação que recebem e o exemplo de seus pais. Eu só vou ficar mais atenta e ver que qualquer criança não serve pra brincar. Algumas são cruéis e mal educadas. Nos meios que a gente circula a Alana é sempre bem recebida, mesmo que nao consigam interagir com ela. Mas não consigo deixar de me preocupar com as amizades que ela vai fazer oou não. Na adolescencia os portadores de Asperger tendem a se deprimir por se sentirem diferentes demais dos outros. Espero que todo nosso empenho agora sejam de ajuda pra ela nao se sentir só no futuro. Só eu to preocupada ou as mães em geral pensam nisso? Alana nao pareceu se importar, quando eu disse que as meninas eram bobas ela as defendeu! Disse que elas eram felizes, por isso estavam rindo. Pode?!
Ah...os selinhos atrasados que ganhei da Sandra do Projetando pessoas. Fiquei feliz mas nao postei pq estava indo viajar. Beijos Sandra, brigadinha.
viu, gente, quanto amor?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eu voltei...pras coisas que eu deixei...

alana num momento férias
Oi pessoal! Voltei da férias mais longas do mundo e tenho tantas coisas pra colocar em dia que vou levar o dobro do tempo que fiquei de férias. Vim só pra dar um oi, tenho muitas coisas pra postar mas em doses homeopáticas. Senti falta de todo mundo e fiquei feliz de receber os recadinhos das queridas amigas bogueiras. Eu disse que ia ler os blogs e postar, mas um isolamento tecnológico me impediu. A natureza se encarregou de me isolar (chuva, chuva, chuva) mas isso é para um post bem extenso e cheio de detalhes. Por hora estou feliz de estar de volta e vou ler um pouco dos blogs (saudade, saudade, saudade). Alana está muito bem e a vida segue na luta. E amanhã eu posto mais um pouquinho. bjs

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

sorteio bebechila

A Bebêchila foi criada em setembro de 2008 por Lígia de Sica, alguns meses depois do nascimento da sua primeira filha. Elas sempre saiam juntas no sling, aquele carregador de bebê que parece uma rede. E ela começou a sentir falta de carregar uma bolsa que fosse confortável, permitindo seus braços livres para amamentar e atender a pequena. Não encontrou em lugar nenhum e acabou usando uma mochila convencional, esportiva, que nunca combinava com nada, e não tinha divisórias que facilitassem. Veio então a idéia de fazer uma mochila charmosa e com itens indispensáveis para as saídas com o bebê. Encontrou uma costureira experiente e começou a elaborar modelos e combinações, e desde então, outros produtos foram incorporados aos produtos Bebêchila: a Chila, a Bebêchilinha e a Bebechila + Sling."

No blog Cantinho do Rei Arthur, da Mariza está acontecendo um sorteio e ela pediu pra divulgar, então corre lá que as coisas são bem bonitas.
SORTEIO DE DUAS NECESSÁIRES BEBÊCHILA
 http://cantinhodoreiarthur.blogspot.com/2010/11/parceria-bebechila-sorteio.html

sábado, 27 de novembro de 2010

Indigo e cristal.

Estive lendo sobre crianças índigo um tempo atrás. Acho que todos os pais acham seus filhos especiais. Alana nasceu especial. Nasceu prematura. Era um especial que a gente preferia nao ter que enfrentar. Mas aconteceu e a gente teve que passar por isso pra ter nosso bebê em casa. Daí ela começou a crescer e eu achava que ela era o máximo. Básico, todas as mães acham. Poucas tem o equilibrio de achar que seu filho é igual a todos os outros. Eu não achava, ela era diferente e eu não sabia explicar porque. Fui ler, achei as tais crianças índigo. Depois do terceiro livro descobri que eu era muito mais índigo que a Alana. Ela não tinha nada de índigo, nada. Eu era super índigo, mas adulto não tem a menor graça. Adulto índigo é mal educado e metido a besta, isso sim. Mas eu não estava procurando nada de especial em mim, afinal me conhecia bem. Queria saber dela. Com o tempo descobrimos que o especial era "especial". Asperger. Foi difícil, muito difícil. Como diria o Robertão, sofri, chorei, tanto que nem sei. Passado o susto, a tristeza, vamos as soluções. Tudo foi dificil, caro, e cansativo. Ainda temos coisas a fazer, mas estamos bem melhor encaminhados e acessorados. Não to satisfeita ainda, mas vamos chegar lá. Faltam pequenos ajustes. Comecei a achar que o "especial" não é tão ruim quanto eu pensava e acho que minha filha é uma flor de criatura. Todo mundo que a conhece acha isso. Mas, alertada pelo meu marido, conclui que as pessoas são educadas e elogiam nossos filhos porque sabem que amamos quando isso acontece. Diziam que ela era um amor, que era diferente, que era especial, mesmo antes de a gente saber disso. Até hoje dizem: Alana é uma figura. Amorosa e divertida. Na escola as vezes vira uma fera, a professora sofre, mas era de se esperar, devemos achar maneiras de controlar esses ataques de furia. Daí, que eu fuço o blog dos outros em busca de outros blogs maternais. E achei um blog onde uma mãe desabafa sobre seu filho. Achei que o filho dela parecido demais com a alana. Deixei um post, morrendo de medo de ofender, falando sobre as semelhanças e o asperger, porque essa mãe nao tem ainda um diagnóstico para o filho de 5 anos. E um dos comentarios das amigas dessa mãe diz que o filho dela é uma criança Cristal. WFT??? Fui procurar e resumo da ópera: crianças novas estão nascendo, as índigo e as cristais. As índigo são confrontadoras e rebeldes, serão líderes mundiais e odeiam mentira e falsidade. Começaram a aparecem a cerca de 100 anos. As cristais são pacificadores e amáveis. Carinhosas e introspectivas. Artistas, vieram continuar as mudanças começadas pelas índigo. Começaram a aparecer depois do ano 2000. Segundo os defensores dessas teorias essa crianças são erroneamente diagnosticadas como especiais. As índigo como TDAH e as cristais como ASPERGER. A minha dúvida é: num mundo super complicado, onde teorias alternativas são cada vez mais aceitas, não é perigoso dar nomes misticos a doenças e deixar de tratá-las por medo de que percam suas características especiais? eu tive medo de medicar minha filha, mas hoje vejo que fez diferença pra ela. Sei que outras mães preferem mudar a alimentaçao, mas sinceramente eu não tenho grana pra dar leite de 16 reais o litro pra Alana nao comer nada de origem animal. Eu não sei se melhora ou agrava, mas li sobre mudanças significativas no comportamento das crianças por causa da alimentação. Enfim, pelo menos estão tentando ajudar essas crainças a se adaptar sem perder suas característcas especiais e sua personalidade apaixonante. Nada contra novas teorias, mas tenho medo, porque sei que é mais bonito ser indigo ou cristal do que hiperativo ou autista. Mas não é tudo rótulo? Sou mais de assumir as responsabilidade para com a saude e desenvolvimento da criança cuidando para que ela não deixe de ser um indivíduo, que vá mudar o mundo ou que vá ser feliz. Hoje eu sei que estamos fazendo nossa parte pra melhorar o mundo e que ser feliz é o direito principal de qualquer criança e cabe aos pais principalmente (não totalmente) viabilizar isso da melhor maneira possivel.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

coisas da vida

Quem nunca quebrou a sandália na rua? Pois é, estava com pressa. Alana me esperando e eu resolvi correr de sandália. Quebrei uma quando tropecei a primeira vez, porque eu nao sei correr. Quebrei a outra quando tropecei porque eu nao sei correr. Estava com pressa, peguei ambas e joguei na primeira lixeira que encontrei. Estava descalça, com pressa, num bairro muito chique de Porto Alegre (Moinhos) e o calor que fazia esquentou o chão das calçadas mais destruídas possíveis. Corri tanto que criei um novo solado no meu pé. Quando cheguei onde a Alana estava relaxei um pouco, epois de caminhar umas 5 quadras descalça, com as pessoas olhando pq eu corria e parava e dizia ai, ai, que chão quente. Destruí meus pés. Com a alana em mãos comecei a pensar nos pés. Tinha 20 reais e nenhum cartão de credito. Caminhei mais umas 5 quadras e achei o shopping (chiquérrimo). Rezei pra que ninguem me impedisse de entrar. Entrei na primeira loja de sapatos que vi, na esperança de achar um rasteira de 15 reais. Depois me dei conta que tinha entrado na Arezzo. Rasteirinha: 70 reais. Lindas e impossíveis. Contei meu drama pra vendedora e ela me disse que eu devia ir nas americanas e ver um chinelinho. Excelente conselho, mas no caminho ainda tentei uma hering, achando que tinha chinelo. Nada. Os vendedores foram super educados e ficaram penalizados, mas tive que ir nas americanas  mesmo. Nada contra, tinha que ser chinelo mesmo. Só nao queria entrar numa loja muito grande, e cheia de brinquedos com a Alana. Aliás, a alana foi uma lady: olhou meus pés, nao disse nada e me seguiu bravamente pelas ruas chiques de porto alegre. Achei um chinelinho da ipanema, bem bonitinho, 9 reais e peguei uns lenços umedecidos pra limpar os pés. Tarefa cumprida fomos pra casa. Essa história toda foi pra contar que enquanto eu chorava minhas lamúrias pra vendedora da arezzo, a Alana resolveu experimentar alguns sapatos. A foto acima mostra qual o tipo que ela gostou. Tão boazinha que nem me pediu pra comprar. Acho que ela sabia que eu nao tinha 500 reais naquele momento. Mas a foto ficou fofa e até hoje to com o pé encardido...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

filha perfeita

minha filha é uma fofa

"mãe, quero comer arroz feijão"
"não tem feijão, alana, não deu tempo de fazer"
"então arroz com carne"
"não tem carne, alana, mamae esqueceu de comprar"
"então arroz...arroz tem, né?"

tem coisa mais fofa e compreensiva no mundo?

ah, tem sorteio de um sling baby leve no blog na Pri, mãe da Bia Cerejinha,do blog de mãe e filha. quem ler aqui, vai lá, tá?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

passeios com cachorro


No nosso caso cachorra. Com a primavera veio o tempo bom e saimos todos os dias para a praça, eu, alana e vitória. as duas são insanas e eu, bem, nem precisa mencionar em que estado mental me encontro. numa fui boa da cabeça, mas é incrível o que a idade faz com o resto de bom senso que resta a um ser humano. e eu que achava que ia ficar calma e madura. na verdade eu concordo com a história de que a gente nao muda com a idade, a gente fica "acentuada". se for louca fica mais, se for calma fica mais e por aí vai. temos corrido muito, alana leva no mínimo um tombo por dia e eu estou considerando seriamente colocar joelheiras em todas as calças dela. Vtória gosta de comer porcaria. é nojento, ela encontra umas porcaria na areia, pensa que estão à milanesa e manda ver. eu corro, grito e ela corre mastigando. nao sei o que fazer. alana morre de rir. a vantagem é que a cadela é super mansa e não foge, mas incomoda muito pra sair, o que eu entendo, mas fico bem louca com o choro das duas pra dar uma volta, como diz a alana. enfim, agora elas são mais amigas, alana leva a coleira, cheia de orgulho e pra mim sobram os milhoes de pelo pela cas, cocô pra catar, xixi pra limpar, dar banho num mini cavalo super forte, só coisas prazerosas. mas as risadas e o orgulho da alana quando estão juntas ...é muito legal. nao posso dizer ainda que compensa, mas quem sabe com mais tempo eu finalmente vire cachorreira e aceite a situação de ser mãe de cachorro.

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