quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vida no campo






Vamos falar um pouco das férias na casa da vovó. Fomos conhecer a nova casa do meu irmão. É uma chácara com lago e tudo. Nós amamos. Tinha bastante espaço pra brincar e correr. Alana foi se apropriando do espaço e jogou bola na grama, treinou socos de boxe com luvas e tudo. Nadou na piscina. E pescou. Eu nunca pesquei na minha vida! O laguinho tem vários peixes e os meus sobrinhos pescam bem tranquilos. É uma paz,gente... 

                                                       Lilo na sombra  
                                                    Vovó Angelita e Coto 
                                           (minha mãe e meu outro irmão)


Meu irmão é um cara agitado e tem três meninos. Quando lida com Alana esquece que ela é menina. Ela acha que ele é irmão dos guris, não o vê como tio, porque, como ela disse, ele é muito bagunceiro. Ele é do tipo fácil de fazer amizade, todo mundo conhece e gosta dele. Sempre foi alegre em casa e ainda é bem brincalhão. E foi ele quem levou Alana pra pescar. Ficaram sentados lá, trocando as varas e conversando. Eu fui conferir e lá estavam os dois, discutindo qual vara era de quem. De repente voltam os dois com um negócio na mão. Um peixe, Alana pescou um peixe! Eu não acreditei! Logo pensei no blog, pra contar, era um momento único. Logo meu irmão começou a me "imitar": "Querido blog, hoje Alana pescou." Eu ri né, fazer o que, era exatamente o que eu tava pensando! Todo mundo riu e lá foram eles pegar um recipiente pra guardar o peixe. Eu fiquei aflita, nao queria que o bicho morresse ali, mandei jogar de volta no lago. Acharam uma bacia, colocaram agua normal e agua do lago. O bicho estrebuchava na bacia, coitado. Deram nome: Alano. "Vamos fritar ele?" "Claro que não, joga de volta no lago". "Não, é meu peixe, vou levar pra Porto Alegre". A danadinha nao tinha medo, pegava o bicho e largava na bacia. Eu só pensei: pobre Alano, não vai durar muito. Logo o peixe já nao era mais noticia.


    
                                     Cenas da pescaria com Lalite (meu irmão)



Fomos fazer outras coisas e até onde eu vi ele ainda estava vivo. Fiquei super orgulhosa com minha filha pescadora, o peixe era de respeito, não era aqueles miudinhos, dava um caldo, uma sopa, um assado até. Foi quando apareceu meu sobrinho, o mais novo, Lorran. Ele sempre é parceria nossa qdo a gente vai pra lá. Estava cabisbaixo e eu  queria saber porque. O irmão dele me contou: foi ELE quem pescou o peixe. Alana tava segurando a vara, mas o processo todo de puxar e pegar foi dele. E ele ficou magoado, o mérito era dele e ninguem dizia nada. Alana levara os louros da conquista. O detalhe é que o Lorran só tem tamanho, ele tem 12 anos, ficou sentido, nunca tinha pescado um daquele tamanho. Pedi desculpas pra ele, mas o estrago estava feito. Todos que vinham ver eram notificados de que Alana tinha pegado um peixe. Fiquei triste por ele, mas como ele é maior que ela, nas familias grandes funciona assim, você tem que deixar o menor levar a fama, porque você é maior e entende. Dividi os méritos, mas nao foi o suficiente pra conseguir uma foto dos três. Alano em agonia, Alana eufórica e Lorran...ah, ele é grande, ele entende. Né? 


                                        No colinho da Vânia (minha cunhada)
 
                                       Lorran, o pescador (viu como ele é grande?)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Você está de castigo! E eu também.

Alana de castigo, Vitória não.
Castigo. A frase "isso vai doer mais em mim do que em você" explica totalmente o que sinto quando Alana tá de castigo. Me dói muito proibi-la das coisas que ela mais gosta. Mas é necessário. Bater definitivamente não funciona e dói mais ainda em mim. E se a Dilma assinar vira crime. Aí complica. Alana resolveu que não se comporta mais na rua. Sempre que saímos tem um piti, uma manha, um sono inesperado, paralisia nas pernas, quero colo (6 anos! 26 kg!!!). Ela sempre foi comportada na rua. Claro que deu seu trabalho, mas nada além do esperado e agora que está maior todo escândalo é inesperado. Só que ela "tá nem aí" , bota a boca, chora e bate o pé. Humilhação materna total, cada vez que eu tento conversar baixinho, sem chamar a atenção ela aumenta o som e grita mais, chora mais e bate o pé. Ainda não foi pro chão mas falta pouco, eu sinto que falta muito pouco. Resultado: castigo. Tiramos tudo: tv, computador, video game. Bonecos estão liberados. Já fizemos antes, deu resultado. Agora ela além de ficar de castigo fica nos lembrando que está de castigo, que se comportou mal, que agora está se comportando bem e que logo o castigo vai acabar. Eu fico torcendo pra ela se comportar mesmo, sair logo do castigo, gosto de vê-la brincando, gosto de sair com ela, dar brinquedo, fazer coisas de criança, comprar livrinhos. Parece que eu to de castigo também. Justo agora que estamos de férias...A única parte boa é que sobrou computador. Eu nunca consigo ficar um tempo, sempre tem fila ou alguém usando. Pior que banheiro em casa cheia de filho, como foi na minha infância. Gente, casa com 5 homens, 3 mulheres e um banheiro é castigo pra lembrar a vida toda. Enfim, quando acabar o castigo, espero que hoje, vamos dar umas voltas na cidade a procura de programas infantis. Alguém tem alguma sugestão? Divertir crianças em Porto Alegre? Só pra ajudar: estamos mais pra Palavra Cantada e livrarias do que Galinha Pintadinha e McDonald's. Nada, absolutamente nada contra, só uma questão de gosto mesmo. Contra mesmo só contra Michel Teló. Aqui nesse blog ninguém "pega nada". Pelo menos não nesse sentido, nem nesse ritmo, nem nessa moda horrorosa. Preservemos nossas células cerebrais, um dia podem ser úteis...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Voltando

Na espera pra ir na vovó Angelita
Toda vez que me afasto do blog e volto quero contar tudo num post só. Tenho que distribuir bem pois sempre tem tanta novidade. O ano passado foi muito bom pra Alana (exceto no período das mudanças de casa). Ela conseguiu se sair bem na escola e cursará o primeiro ano neste ano. Isso sempre foi uma dúvida pq não sabíamos se ela estava preparada, mas está. Conversando com as profissionais que cuidam dela fui informada de que devo me envolver mais com a escola e as atividades escolares diárias da Alana. De alguma forma eu devo comparecer na escola se não diariamente com certeza algumas vezes por semana. Devo acompanhar de perto o desenvolvimento escolar dela e seu comportamento para resolvermos os problemas assim que eles se apresentam. Isso não acontecia nos outros anos porque os problemas me eram relatados nas reuniões com a professora ou a coordenadora, ou ambas. As psico (psicologa, psicopedagoga, neuro) acham que estando mais presente poderei lidar melhor com as situações. Francamente, isso me apavora. Sei que não estarei lidando com tudo sozinha, mas me sinto meio sobrecarregada. Sei que a responsabilidade é minha e que tem os profissionais pra me ajudarem e, é lógico, tem o pai, sábio e calmo pai. Mas estou com medo, sinto que deveria ter feito pedagogia pra me sentir apta. Enfim, com medo ou não, temos muito trabalho a fazer. As mudanças de casa me afetaram muito e não fui tão bem quanto poderia na faculdade. Fiquei arrasada com isso, me senti inútil e burra. Mas olhando pra trás vi que várias partes da minha vida foram afetadas o ano passado de forma negativa. Não rendi em quase nada e sei que as mudanças tiveram uma influencia enorme na minha saúde física e mental. Ainda não acabou a bagunça, mas pelo menos estou em casa. É claro que a culpa nao é só da bagunça que virou a minha vida, mas também da maneira como eu reajo as coisas. Tenho que ser mais positiva e disciplinada. É difícil povo, mas não desisti. Como eu sempre ouço aqui em casa, isso não é uma opção. Sobre a curta viagem a sampa eu conto depois, tudo aos poucos, povo, aos poucos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Para Dani

Boas férias, povo!!!!!
Quero antes me desculpar pela demora em postar. Muita correria e pouca organização. E só. Vamos as novidades: Alana está bem, está grande, está falando pelos cotovelos e está temperamental. Está de férias e com menos de uma semana já me botou louca. Eu resolvi avisá-la que iríamos ver a vovó em Sampa e a guria enlouqueceu. Quantos dias? É hoje? Vamos, por favor, hoje...Vou dormir e acordar e vamos pra São Paulo (isso as 10 da manhã). Já é amanhã? Cada uma dessas frases dita e repetida 500 vezes ao dia. Eu sou uma pessoas de poucas virtudes e paciência não é uma delas. Eu imaginei férias cheias de atividades, passeios, cumplicidade total de mãe e filha, passeios com cachorro. Até agora manhãs tensas de mil perguntas e coisas a fazer e tardes absurdamente quentes, onde passear é suicidio lento. Fechamos o ano cheias de atividades: fono, psicopedagoga, psicologa e no ano que vem psicomotricidade. Nunca imaginei tantos psico na vida e todos de uma vez. Serão dias ocupados no começo do ano até que as coisas se acertem bem na escola e que ela consiga se expressar melhor. Alguns psicos são temporários e outros ainda nos acompanharão por muito tempo. E a mãe (eu!) terá que ser mais presente na escola, vou ter que levar ou trazer ou os dois, não sei ainda como vamos fazer, mas esse assunto é pra outro post, porque tem muito assunto. Mas antes da correira recomeçar vamos fazer uma pausa em sampinha, no mauá, mais especificamente. Logo voltamos, mas pra nao dizer que abandonei meu povo (viu, Dani, que um dia disse que queria ouvi-la cantar) vou deixar uma palhinha da nova Malu Magalhaes: Alana Fagundes, voz e violão. Só não pode reparar que o celular tá virado, tem barulho de fundo e a guria  canta mais baixo que o João Gilberto. Beijos e boas férias!!!!!!!!

domingo, 6 de novembro de 2011

o post mais curto do blog

Esse post é tão curto que devia ser um twitt, não um post. Mesmo assim as perguntas que me assolam há muito: Como é que tem gente com mil e tantos seguidores e eu aqui com 51? É importante ter seguidores ou ser lido? É importante ser lido ou escrever? Escrevo pra mim ou pra agradar a platéia?  Não posso desmerecer meus 51 leitores e minhas 10000 vizualizações de página, que com certeza 5000 são minhas. Então vou pensar num agrado par meus fiéis 51 seguidores enquanto continuo egoisticamente escrevendo pra mim. Tenho uns posts atrasados e até selinhos que não postei, mas vou dar um jeito nisso. Enquanto isso espero que quem nos lê continue e goste pq, mesmo sendo pra mim, escrevo de coração o que quero dividir com vcs. E 51 tem um significado muito importante para nós brasileiros: cachaça uma boa idéia! Então comemoremos!!!! Somos poucos mas somos o suficiente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Alive

Ai, ai, que tédio. Quero me mudar logo e o logo não chega nunca! Estava eu ontem, toda gripada e inocente vendo House e o telefone toca. Era minha irmã. Atendi e ouvi uma barulheira terrível. Achei que ela estava na rua ou que a ligação estava ruim e que ela ia ligar de novo. Desliguei, ela ligou de novo e o mesmo barulho foi tomando forma. Eu me assustei, fui ficando tensa achando que ela tava enrolada de alguma forma,  coisa que nunca acontece. Minha irmã só fica enrolada com trabalhos de mestrado e agora os de doutorado. E só se enrola quando o assunto é computador. Nunca me ligou pra pedir dinheiro ou algo assim. E o barulho foi ficando familiar quando de repente eu identifiquei. E gritei. Dei um grito igualzinho as meninas no show do Justin Bieber. Igualzinho. Quase matei a Alana e o Mário do coração. Com o coração disparado (juro) eu os acalmei e fiquei ouvindo o barulho. Era um show. Mas não era qualquer show, era o show da minha banda preferida. Era o show do Pearl Jam em São Paulo, onde os ingressos estavam esgotados há dois meses. Sempre fui a shows, é o meu programa preferido. Quando morava em São Paulo ia a tantos shows que até repetia no mesmo ano alguns muito bons. Minha irmã era parceria certa. Quando vim para Porto Alegre fui a alguns, Eric Clapton, Rush, Pearl Jam. Nesse último fui sozinha porque minha filha era muito pequena e não a deixávamos com ninguém, só enfermeiras e os pais. E o pai ficou, a enfermeira ficou e eu fui. Poucos momentos na minha vida me senti tão bem. Estava super estressada desde o parto prematuro e os mil cuidados com Alana. E durante o dia era eu quem cuidava dela o tempo todo. Não tinha visitas, só fisioterapia e enfermagem. Só saía pra ir ao médico. Tava ficando bem louca. No show me senti viva de novo. Não é exagero e nem quero dizer que era ruim cuidar da minha filha, nada disso. Só que simplesmente a minha vida parou desde o parto, eu passei meses sem cortar o cabelo, fazer uma escova, comprar uma roupa pra mim. Era o momento dela e tudo girava em torno dela. E o fato dela não poder receber visitas me distanciou de todo mundo. Me sentia sozinha, e brigava muito com o Mário, porque pra quem eu ia reclamar da vida, ou da falta dela? Estou divagando porque fiquei morrendo de vergonha do gritinho Justin Bieber que dei ao telefone. Minha irmã me mandou mensagem dizendo que estava no show e me ligou ainda em mais duas musicas. Quase chorei, tive que me segurar. O Mário ficou indignado, eu tentando me explicar, mas não consegui, acabei dizendo que eu era infantil mesmo e que nunca ia crescer, humpft! Adolesci... Eu sei porque eu gritei. Fui surpreendida, não esperava. Esse ano não fui ver o Clapton e não vou ver o Pearl Jam, que vem dia 11/11. A desculpa é falta de grana, mas acho que decidi não ir porque queria assumir essa postura de mulher madura, isso não é programa de mãe. Mas eu não sou madura coisa nenhuma, e é um programasso pra qualquer mãe! A quem eu quero enganar? Ao Mário? Impossível. O homem sabe tudo o que eu penso até antes de eu pensar, um horror. Não tenho nenhuma vontade de parecer ser qualquer coisa para os outros. Acho que queria enganar a mim mesma. Não rolou. Não vou porque estamos tentando economizar e eu já fui uma vez.  Nunca vou ser a mãe madura, senhora respeitável. Sou só eu mesma, maluca dando gritinhos...

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