sábado, 17 de março de 2012

Sobre os primeiros dias de aula.

Primeiro dia, reunião geral no ginásio
e cara de foto pra mãe.
Já fazem algumas semanas que Alana está em aula. Agora eu busco e levo, primeiro pq me foi pedido tanto pela escola como pela neuro. Era pra ser algo temporário, por causa da adaptação, mas ela gostou tanto que não quer mais voltar pra kombi. É ruim porque era muito prático pra mim, mas é bom porque conversamos muito mais, posso orientá-la em cada aspecto do que vejo no comportamento dela na escola. Antes eu não via e sempre estava tudo bem, só apareciam os problemas nas reuniões. Eu ficava bem frustrada. Agora, bem como a neuro disse, eu posso agir imediatamente quando vejo algo que possa prejudicá-la. E tenho mais notícias sempre, porque sempre estou lá. Por exemplo, Alana começou a se interessar por umas meninas maiores, bem maiores, que no começo estranharam mas depois começaram a se acostumar com ela sempre por perto. Eu fico observando a distância. Funciona assim: chegamos, ela se despede e vai pro pátio. Nessa hora eu poderia ir embora, mas fico até o sinal bater e as crianças formarem filas e irem pra sala. Ela gosta especialmente de dar tchau e mandar um beijo  quando está subindo as escadas pra sala de aula. Então, no pátio ela pode brincar até o sinal bater pra fila. Eu pude orientá-la sobre como ficar na fila, em qual fila. Essas coisas ela ia acabar aprendendo, mas está recebendo as informações de mim, fica mais atenta e me respeita mais. E quando notei que ela se interessava muito pelas maiores eu comecei a orientá-la, pra voltar a brincar com suas amigas, da sua idade, porque a conversa das grandes não era apropriada pra ela, e até as brincadeiras eram mais complicadas, embora ela quisesse acompanha-las. Ela obedeceu e seguiu a orientação. Estou ficando com fama de louca, porque fico até ela entrar e fico meio escondida, observando. Ela sabe que eu estou lá, mas fica uma coisa meio espiã. Mesmo assim, ela deu um pouco de trabalho na adaptação, tentou dominar as auxiliares com gritos e pitis. A professora nova é bem legal, mas ainda não conhece Alana e todas as suas manhas. ela está sendo bem atenta e me avisando sempre das coisas. E tem ajuda da Karina, uma auxiliar que já conhece bem ela, pois era estagiária da classe dela no ano passado. Estamos trabalhando juntos, finalmente. Não me sinto mais sozinha e cobrada o tempo todo. E ela tem atendido meus pedidos de atenção nos temas e obediência aos professores. Ela não tá facilzinha, mas está melhorando aos poucos. Era certo que ela ia tentar impor sua ditadura alaniana, mas saber logo o que estava acontecendo e agir logo fez toda diferença. Esta sendo bom, mesmo eu tendo que sair todos os dias, minha fibro tá castigando, enfim, tudo tem um preço. Estou feliz com os pequenos resultados e felizinha de um modo geral.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Blogagem Coletiva - Relato de Parto do Blog

Eu nem pensava em blogs. Tinha uma filha pra cuidar, familia longe, curso universitário pra retomar, casa pra limpar, enfim, tempo não era algo que sobrava. Mas o meu marido resolveu fazer um blog pra ele (http://theunrealvision.blogspot.com/ , pra falar de ficção científica no cinema e tv, que é uma coisa que ele ama. Ele estava curtindo tanto fazer aquilo que me disse: "Por que você não começa um blog também? Pode falar da Alana e seus parentes e amigos de longe vão poder saber mais sobre ela."
A minha resposta imediata foi: "Tá louco? Eu lá tenho tempo pra blog? Já me basta atualizar as fotos no orkut e responder quem me manda recado, olhar emails, blog é pra quem não tem o que fazer." Eita boca grande! Daí, sem desistir da idéia meu marido fez um blog pra mim, só me pediu o nome e eu me lembrei do apelido da Alana enquanto estava no hospital: Alaníssima. Era época daquela novela Belíssima e uma enfermeira muito gente boa deu o apelido. Eu ainda não achava uma boa idéia ter um blog, porque nem sabia mexer, ia depender do marido pra fazer as coisas. Nem liguei quando ele disse que estava pronto. Como ele viu o meu desinteresse resolveu pegar pesado. Olha só a proposta: "Você sabia que alguns blogs ficam tão populares que as empresas colocam anúncios e a pessoa ganha dinheiro conforme os acessos dos outros as propagandas. Alguns aceitam até de blogs novos, nem precisa ser popular. Vamos combinar o seguinte, vamos fazer esses blogs funcionar e o primeiro que conseguir um centavo de pagamento por anuncio no blog ganha." Ganha o que? Não importa, sou super competitiva e na hora topei sem nem saber uma linha sobre html. Daí eu sentei e comecei a mexer. Uma amiga minha já tinha um blog  (Bia, do blog http://bia-mello.blogspot.com/) que eu via de vez em quando e achou ótimo que eu tivesse começado o meu. No início só ela e meu marido liam os posts. Sempre gostei de escrever e o negócio começou a ficar prazeroso, daí pra vício foi bem fácil. Comecei a achar tempo pra aprender a mexer no blog sem ajuda, comecei a divulgar as postagens e finalmente abri uma conta no facebook onde conheci outras blogueiras maternas e me achei na vida. Amo esse espaço, amo postar,é muito legal que um monte de gente que nao tem noticias minhas sempre olha o blog e fica atualizado com a vida da gente. Amigos e parentes dão apoio e até brincam com meu vício de blogar sobre tudo que Alana faz, tudo que acontece com ela, planos, decepções, coisas sobre mim, sobre nossa vida aqui em Poa. Enfim, acho que não fico mais sem blogar. Tenho tido pouco tempo pra melhores atualizações, pelo menos mais constantes. Nunca ganhei um centavo, nao tenho anuncios, toda essa brincadeira ficou pra trás. Ganhei amigos virtuais, reais, conheci blogueiras pessoalmente, gente boa de toda parte. Meu parto não foi dificil, afinal quem pariu meu blog foi meu marido. mas eu amamentei e cuido dele. Dou carinho e atenção. Mostro pra todo mundo com orgulho. Meu filho virtual pra falar da minha família real. É isso.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Vida no campo






Vamos falar um pouco das férias na casa da vovó. Fomos conhecer a nova casa do meu irmão. É uma chácara com lago e tudo. Nós amamos. Tinha bastante espaço pra brincar e correr. Alana foi se apropriando do espaço e jogou bola na grama, treinou socos de boxe com luvas e tudo. Nadou na piscina. E pescou. Eu nunca pesquei na minha vida! O laguinho tem vários peixes e os meus sobrinhos pescam bem tranquilos. É uma paz,gente... 

                                                       Lilo na sombra  
                                                    Vovó Angelita e Coto 
                                           (minha mãe e meu outro irmão)


Meu irmão é um cara agitado e tem três meninos. Quando lida com Alana esquece que ela é menina. Ela acha que ele é irmão dos guris, não o vê como tio, porque, como ela disse, ele é muito bagunceiro. Ele é do tipo fácil de fazer amizade, todo mundo conhece e gosta dele. Sempre foi alegre em casa e ainda é bem brincalhão. E foi ele quem levou Alana pra pescar. Ficaram sentados lá, trocando as varas e conversando. Eu fui conferir e lá estavam os dois, discutindo qual vara era de quem. De repente voltam os dois com um negócio na mão. Um peixe, Alana pescou um peixe! Eu não acreditei! Logo pensei no blog, pra contar, era um momento único. Logo meu irmão começou a me "imitar": "Querido blog, hoje Alana pescou." Eu ri né, fazer o que, era exatamente o que eu tava pensando! Todo mundo riu e lá foram eles pegar um recipiente pra guardar o peixe. Eu fiquei aflita, nao queria que o bicho morresse ali, mandei jogar de volta no lago. Acharam uma bacia, colocaram agua normal e agua do lago. O bicho estrebuchava na bacia, coitado. Deram nome: Alano. "Vamos fritar ele?" "Claro que não, joga de volta no lago". "Não, é meu peixe, vou levar pra Porto Alegre". A danadinha nao tinha medo, pegava o bicho e largava na bacia. Eu só pensei: pobre Alano, não vai durar muito. Logo o peixe já nao era mais noticia.


    
                                     Cenas da pescaria com Lalite (meu irmão)



Fomos fazer outras coisas e até onde eu vi ele ainda estava vivo. Fiquei super orgulhosa com minha filha pescadora, o peixe era de respeito, não era aqueles miudinhos, dava um caldo, uma sopa, um assado até. Foi quando apareceu meu sobrinho, o mais novo, Lorran. Ele sempre é parceria nossa qdo a gente vai pra lá. Estava cabisbaixo e eu  queria saber porque. O irmão dele me contou: foi ELE quem pescou o peixe. Alana tava segurando a vara, mas o processo todo de puxar e pegar foi dele. E ele ficou magoado, o mérito era dele e ninguem dizia nada. Alana levara os louros da conquista. O detalhe é que o Lorran só tem tamanho, ele tem 12 anos, ficou sentido, nunca tinha pescado um daquele tamanho. Pedi desculpas pra ele, mas o estrago estava feito. Todos que vinham ver eram notificados de que Alana tinha pegado um peixe. Fiquei triste por ele, mas como ele é maior que ela, nas familias grandes funciona assim, você tem que deixar o menor levar a fama, porque você é maior e entende. Dividi os méritos, mas nao foi o suficiente pra conseguir uma foto dos três. Alano em agonia, Alana eufórica e Lorran...ah, ele é grande, ele entende. Né? 


                                        No colinho da Vânia (minha cunhada)
 
                                       Lorran, o pescador (viu como ele é grande?)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Você está de castigo! E eu também.

Alana de castigo, Vitória não.
Castigo. A frase "isso vai doer mais em mim do que em você" explica totalmente o que sinto quando Alana tá de castigo. Me dói muito proibi-la das coisas que ela mais gosta. Mas é necessário. Bater definitivamente não funciona e dói mais ainda em mim. E se a Dilma assinar vira crime. Aí complica. Alana resolveu que não se comporta mais na rua. Sempre que saímos tem um piti, uma manha, um sono inesperado, paralisia nas pernas, quero colo (6 anos! 26 kg!!!). Ela sempre foi comportada na rua. Claro que deu seu trabalho, mas nada além do esperado e agora que está maior todo escândalo é inesperado. Só que ela "tá nem aí" , bota a boca, chora e bate o pé. Humilhação materna total, cada vez que eu tento conversar baixinho, sem chamar a atenção ela aumenta o som e grita mais, chora mais e bate o pé. Ainda não foi pro chão mas falta pouco, eu sinto que falta muito pouco. Resultado: castigo. Tiramos tudo: tv, computador, video game. Bonecos estão liberados. Já fizemos antes, deu resultado. Agora ela além de ficar de castigo fica nos lembrando que está de castigo, que se comportou mal, que agora está se comportando bem e que logo o castigo vai acabar. Eu fico torcendo pra ela se comportar mesmo, sair logo do castigo, gosto de vê-la brincando, gosto de sair com ela, dar brinquedo, fazer coisas de criança, comprar livrinhos. Parece que eu to de castigo também. Justo agora que estamos de férias...A única parte boa é que sobrou computador. Eu nunca consigo ficar um tempo, sempre tem fila ou alguém usando. Pior que banheiro em casa cheia de filho, como foi na minha infância. Gente, casa com 5 homens, 3 mulheres e um banheiro é castigo pra lembrar a vida toda. Enfim, quando acabar o castigo, espero que hoje, vamos dar umas voltas na cidade a procura de programas infantis. Alguém tem alguma sugestão? Divertir crianças em Porto Alegre? Só pra ajudar: estamos mais pra Palavra Cantada e livrarias do que Galinha Pintadinha e McDonald's. Nada, absolutamente nada contra, só uma questão de gosto mesmo. Contra mesmo só contra Michel Teló. Aqui nesse blog ninguém "pega nada". Pelo menos não nesse sentido, nem nesse ritmo, nem nessa moda horrorosa. Preservemos nossas células cerebrais, um dia podem ser úteis...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Voltando

Na espera pra ir na vovó Angelita
Toda vez que me afasto do blog e volto quero contar tudo num post só. Tenho que distribuir bem pois sempre tem tanta novidade. O ano passado foi muito bom pra Alana (exceto no período das mudanças de casa). Ela conseguiu se sair bem na escola e cursará o primeiro ano neste ano. Isso sempre foi uma dúvida pq não sabíamos se ela estava preparada, mas está. Conversando com as profissionais que cuidam dela fui informada de que devo me envolver mais com a escola e as atividades escolares diárias da Alana. De alguma forma eu devo comparecer na escola se não diariamente com certeza algumas vezes por semana. Devo acompanhar de perto o desenvolvimento escolar dela e seu comportamento para resolvermos os problemas assim que eles se apresentam. Isso não acontecia nos outros anos porque os problemas me eram relatados nas reuniões com a professora ou a coordenadora, ou ambas. As psico (psicologa, psicopedagoga, neuro) acham que estando mais presente poderei lidar melhor com as situações. Francamente, isso me apavora. Sei que não estarei lidando com tudo sozinha, mas me sinto meio sobrecarregada. Sei que a responsabilidade é minha e que tem os profissionais pra me ajudarem e, é lógico, tem o pai, sábio e calmo pai. Mas estou com medo, sinto que deveria ter feito pedagogia pra me sentir apta. Enfim, com medo ou não, temos muito trabalho a fazer. As mudanças de casa me afetaram muito e não fui tão bem quanto poderia na faculdade. Fiquei arrasada com isso, me senti inútil e burra. Mas olhando pra trás vi que várias partes da minha vida foram afetadas o ano passado de forma negativa. Não rendi em quase nada e sei que as mudanças tiveram uma influencia enorme na minha saúde física e mental. Ainda não acabou a bagunça, mas pelo menos estou em casa. É claro que a culpa nao é só da bagunça que virou a minha vida, mas também da maneira como eu reajo as coisas. Tenho que ser mais positiva e disciplinada. É difícil povo, mas não desisti. Como eu sempre ouço aqui em casa, isso não é uma opção. Sobre a curta viagem a sampa eu conto depois, tudo aos poucos, povo, aos poucos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Para Dani

Boas férias, povo!!!!!
Quero antes me desculpar pela demora em postar. Muita correria e pouca organização. E só. Vamos as novidades: Alana está bem, está grande, está falando pelos cotovelos e está temperamental. Está de férias e com menos de uma semana já me botou louca. Eu resolvi avisá-la que iríamos ver a vovó em Sampa e a guria enlouqueceu. Quantos dias? É hoje? Vamos, por favor, hoje...Vou dormir e acordar e vamos pra São Paulo (isso as 10 da manhã). Já é amanhã? Cada uma dessas frases dita e repetida 500 vezes ao dia. Eu sou uma pessoas de poucas virtudes e paciência não é uma delas. Eu imaginei férias cheias de atividades, passeios, cumplicidade total de mãe e filha, passeios com cachorro. Até agora manhãs tensas de mil perguntas e coisas a fazer e tardes absurdamente quentes, onde passear é suicidio lento. Fechamos o ano cheias de atividades: fono, psicopedagoga, psicologa e no ano que vem psicomotricidade. Nunca imaginei tantos psico na vida e todos de uma vez. Serão dias ocupados no começo do ano até que as coisas se acertem bem na escola e que ela consiga se expressar melhor. Alguns psicos são temporários e outros ainda nos acompanharão por muito tempo. E a mãe (eu!) terá que ser mais presente na escola, vou ter que levar ou trazer ou os dois, não sei ainda como vamos fazer, mas esse assunto é pra outro post, porque tem muito assunto. Mas antes da correira recomeçar vamos fazer uma pausa em sampinha, no mauá, mais especificamente. Logo voltamos, mas pra nao dizer que abandonei meu povo (viu, Dani, que um dia disse que queria ouvi-la cantar) vou deixar uma palhinha da nova Malu Magalhaes: Alana Fagundes, voz e violão. Só não pode reparar que o celular tá virado, tem barulho de fundo e a guria  canta mais baixo que o João Gilberto. Beijos e boas férias!!!!!!!!

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